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Opera e o negócio da China

  • Eu não tenho clareza sobre o que pretende a Opera no envolvimento com o consórcio chinês. Nem no que poderá resultar dessa venda.

    Ela pretende conservar a propriedade do navegador, só que, a partir do fechamento das negociações, partilhará sua propriedade com os chineses? ou o consórcio chinês passará a ser o único proprietário?

    A partir do fechamento dos negócios, o que a Opera conservará em seu poder, o que passará definitivamente para o consórcio?

    Qual passará a ser o ramo de negócio dela? Ou os dominadores acionários vão encher os bolsos e curtir a vida fruindo apenas dos rendimentos financeiros e quem mais quiser que se apoquente com o ramo da informática?

    Em suma, o nome Opera poderá desaparecer do rol de navegadores em função do desfecho dessas negociações?

  • Cogito que essa sigla ASA do nome da Opera deve definir que tipo de sociedade ela seja. E cogito, também, que ela deve ter correspondências muito fortes com as sociedades anônimas (S/A) daqui.

    Se ainda vigora o pouco que eu sabia a respeito delas, quem detiver o controle acionário (mais de 50% do capital-social) é quem manda e decide dos rumos e dos destinos das empresas. Acho que ainda deve ser assim, em geral, fora aspectos especiais.

    O poder soberano é exercido pela assembleia de acionistas e quem, individualmente ou em grupos coesos, dentro dessas assembleias, possuir o controle acionário é quem dita a palavra a ser cumprida.

    Os diretores são eleitos por essas assembleias, têm poderes, mas submissos às assembleias e estatutos.

  • Eu não tenho clareza sobre o que pretende a Opera no envolvimento com o consórcio chinês.

    Eu entendo que pretendem continuar a fazer o mesmo que fazem hoje.

    Nem no que poderá resultar dessa venda.

    Isso só o tempo irá dizer.

    Ela pretende conservar a propriedade do navegador, só que, a partir do fechamento das negociações, partilhará sua propriedade com os chineses? ou o consórcio chinês passará a ser o único proprietário?

    O consórcio passaria a ser o dono da empresa Opera Software. Inclusive existe a possibilidade de fechamento do capital.

    A partir do fechamento dos negócios, o que a Opera conservará em seu poder, o que passará definitivamente para o consórcio?

    Vide acima.

    Qual passará a ser o ramo de negócio dela?

    Em suma, o nome Opera poderá desaparecer do rol de navegadores em função do desfecho dessas negociações?

    O mais provável é que aconteça com a Opera o mesmo que acontece com as centenas, talvez milhares de empresas que trocam de donos diariamente mundo afora: continuará tudo na mesma, com os empregados fazendo seu trabalho como sempre fizeram.

    Cogito que essa sigla ASA do nome da Opera deve definir que tipo de sociedade ela seja.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Allmennaksjeselskap

    Significa que a empresa tem ações públicas e de livre negociação.

    Se ainda vigora o pouco que eu sabia a respeito delas, quem detiver o controle acionário (mais de 50% do capital-social) é quem manda e decide dos rumos e dos destinos das empresas. Acho que ainda deve ser assim, em geral, fora aspectos especiais.

    De modo geral, é por aí mesmo.

  • Muita gratidão.

    Diante de tudo isso, acho que vou-me associar a esta aposta e bancá-la junto ao autor. Jooooogoooo! 😃

  • Muita gratidão.
    Diante de tudo isso, acho que vou-me associar a esta aposta e bancá-la junto ao autor. Jooooogoooo!

    Para isso acontecer a empresa teria que deixar de ser Norueguesa.

  • Para isso acontecer a empresa teria que deixar de ser Norueguesa.

    Então, dê seu lance na aposta. A cotação está a 10 x 1 para quem cravar que Noruega/Opera, no prazo máximo de três meses, não estarão alijadas. "Galantido, non?" :lol:

  • Para isso acontecer a empresa teria que deixar de ser Norueguesa.

    Então, dê seu lance na aposta. A cotação está a 10 x 1 para quem cravar que Noruega/Opera, no prazo máximo de três meses, não estarão alijadas. "Galantido, non?"

    Neste caso, não só a Opera como ligado a ela praticamente deixaria de existir.
    Teríamos uma nova empresa com produtos diferentes.

    Não seria a minha aposta hoje.

  • Não seria a minha aposta hoje.

    Vamos ver quem pode mais: senso lógico ou dom profético. :sherlock: :wizard:

  • O senso lógico aparentemente sai na dianteira. Mas o senso lógico calcula, o dom profético "SABE"!

    Independentemente do capital vir a ser fechado ou não, a empresa continuará norueguesa enquanto sediada na Noruega.

  • Independentemente do capital vir a ser fechado ou não, a empresa continuará norueguesa enquanto sediada na Noruega.

    Acho que vou desistir de entender! A única coisa que para mim fica clara é que ela continuará norueguesa. Mesmo isso é, também, uma nebulosa. Tornar-se-á uma ficção norueguesa, não uma empresa, sem qualquer produto em seu nome e/ou de seu domínio.

    O consórcio chinês ficará dono de tudo, será o único proprietário, é o que julgo ter endendido. Isto é, do navegador para desktop e para os outros dispositivos, como móbiles etc e dos respectivos desenvolvimentos.

    O quê mais ficará para a Opera ASA fazer, se ela nada mais faz do que isso que passará para a propriedade chinesa? Somente o VPN ou nem mesmo esse?

    O mais provável é que aconteça com a Opera o mesmo que acontece com as centenas, talvez milhares de empresas que trocam de donos diariamente mundo afora: continuará tudo na mesma, com os empregados fazendo seu trabalho como sempre fizeram.

    ??????????????

  • Vultos como Thomas Jefferson e Abraham Lincoln. Deste último: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo

    Mesmo as frases mais célebres e pronunciadas por seres cunhados como ícones respeitados e veneráveis, podem ter seus calcanhares de Aquiles.

    O que Lincoln afirmou pode ser praticamente incontestável no âmbito que está ao alcance da compreensão mental.

    Mas, no nível causal (espiritual), em que a realidade da existência do demônio só é menos evidente do que a de Deus, a frase é amplamente contestável. O demônio consegue, com total êxito, enganar a todos todo o tempo.

  • O consórcio chinês ficará dono de tudo, será o único proprietário, é o que julgo ter endendido. Isto é, do navegador para desktop e para os outros dispositivos, como móbiles etc e dos respectivos desenvolvimentos.

    O consórcio será o dono da empresa que faz esses produtos.

    O quê mais ficará para a Opera ASA fazer, se ela nada mais faz do que isso que passará para a propriedade chinesa?

    A Opera, até segunda ordem, continuará fazendo o mesmo que faz hoje em dia. A empresa continuará existindo e funcionando normalmente, apenas os donos serão outros.

    ??????????????

    Empresa A tem como donos X e Y. Estes decidem vender a empresa para Z.
    Para B, empregado dessa empresa A, que diferença fará, ao menos em um primeiro momento, quem é o dono da empresa para a qual trabalha? Nenhuma.

    E para a empresa em si? Talvez alguma mudança no modo com as coisas são conduzidas mas nada muito drástico em um primeiro momento.

  • Muito grato. Coitado do A!!! Perto de suas lucubrações, as nossas, usuários, são fichinha!. Assim, como as dos diretores da área técnica (os noruegueses), que trabalham por idealismo, plasmação de sonhos e amor à arte, coisas que muito escassamente (em proporção) são supridas pelos honorários.

  • Retificação: coitado do B!

  • A verdade parece ser, como o Leo tem dito por outras palavras, que ninguém sabe que bicho vai dar. Outra apreciação, dada com muita elegância e tirocínio, que mais ainda me situa.

  • O que é sabido é que haverá mudança no controle acionário, saindo estes e demais acionistas espalhados por aí e entrando o tal consórcio.

    O que esses novos acionistas irão fazer só poderemos saber ao certo após a venda. Por enquanto só é possível listar algumas possibilidades.

  • Estes top 20, em conjunto, teriam, no momento, o domínio acionário com aproximadamente 58%, se as ações que possuem todos eles têm direito a voto (não se lá há diferenciação correspondente à que há/havia nas nossas S/A entre ações ordinárias e preferenciais, nominativas e ao portador). Parece-me que sim, com direito a voto, pelo quadro type do gráfico. Calculo que os outros cerca de 42% estariam nas mãos de acionistas "pulverizados" através de movimentos nas bolsas de valores.

    Estou cogitando que, feita a alteração no corpo acionário, se os chins optarem por conservar a tecnologia nas mãos do que hoje é a estrutura da Opera ASA, poderia haver, de início, uma espécie de "sociedade de capital e trabalho", uma das modalidades de sociedades que há/havia na legislação brasileira dos meus tempos de estudo de contabilidade.

    Também cogito em similaridade com as concessões de serviços públicos aqui, em que uma firma inglesa, por exemplo, poderia ser a concessionária do fornecimento de energia elétrica. Ou como as concessionárias de telefonia.

    Parece-me que nos dois casos, seria como a Opera permaneceria uma empresa norueguesa, enquanto a sede estiver definida juridicamente na Noruega, trabalhando sob a legislação norueguesa. Só o capital seria chinês.

    Mas, o que tem a ver comigo é que se passar para a legislação chinesa, não terei, no momento, nem confiança nem motivação em prosseguir mantendo o navegador.

  • se as ações que possuem todos eles têm direito a voto (não se lá há diferenciação correspondente à que há/havia nas nossas S/A entre ações ordinárias e preferenciais, nominativas e ao portador).

    Não tenho certeza mas acho que ação sem direito a voto é coisa nossa.

    Calculo que os outros cerca de 42% estariam nas mãos de acionistas "pulverizados" através de movimentos nas bolsas de valores.

    Entre eles, diretores e funcionários da Opera: http://www.newsweb.no/newsweb/search.do?messageId=394518

    Parece-me que nos dois casos, seria como a Opera permaneceria uma empresa norueguesa, enquanto a sede estiver definida juridicamente na Noruega, trabalhando sob a legislação norueguesa. Só o capital seria chinês.

    Tipo do jeito que é hoje, com a diferença de que o capital deixa de ser pulverizado e passa a vir de uma única origem.

  • Tipo do jeito que é hoje, com a diferença de que o capital deixa de ser pulverizado e passa a vir de uma única origem.

    Do jeito que é hoje, ou que passará a ser quando da "sacramentação" da venda? Fico pensando, não sei se corretamente, que o fechamento do capital tornará a chinesa mais autônoma e independente, talvez sob outra legislação jurídica diferente da ASA (tipo uma sociedade por quotas de responsabilidade limitada daqui), portanto, mais livre e solta para fazer acordos e remanejamentos particulares com o remanescente técnico atual da Opera e vice-versa, sem muita intervenção federal nos seus tratos particulares. Para o bem ou para o mal dos usuários do navegador.

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